Mostrando postagens com marcador Hunted Hunter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hunted Hunter. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Hunted Hunter capitulo 3: A dance in phantasmic hell.

     

     
   (capitulo 1: http://kenneneashespace.blogspot.com.br/2013/10/hunted-hunter-capitulo-1-bloodlines.html )

    (capitulo 2: http://kenneneashespace.blogspot.com.br/2013/11/hunted-hunter-capitulo-2-vampire-killer.html )

      Vladimir tomou impulso, pulando por cima da mesa onde estava o cadáver, com as garras na direção de Gabriel; certamente iria estraçalha-lo, nenhum pirralho humano iria invadir seus domínios para lhe dizer o que fazer. Ele feriu seu rosto, seu lindo rosto, com aquele maldito chicote. O talho que aquela arma lhe abrira no rosto ardia como brasa, e por mais que tentasse, não conseguia curar a si mesmo daquele corte. Se aquele chicote fosse mesmo o tal vampire killer que ele ouviu falar, ele poderia ter problemas...
        Assim mesmo, seu orgulho de vampiro o impedia de ser cauteloso, preferindo se jogar sobre o caçador armado.
        Gabriel agarrou o vampiro  pelas roupas durante o salto e o atirou na parede, com um arremesso; Vlad acertou as costas numa prateleira de livros, quebrando-a.
        Melissa soltou um uivo agudo e correu para ajudar seu mestre. Seus dentes estavam sedentos por sangue fresco e aquele caçador seria uma refeição maravilhosa!
        - Auferte! - falou Sônia, em alto e bom tom.
         A menina vampira deu um grito, ao ver a sacerdotisa se impor à frente dela, com uma odiosa cruz prateada nas mãos.
       - Não vai passar por mim, cria das trevas. Prepara-te para conhecer o poder de Deus.
       - Seu Deus não me significa nada! 
       Melissa se recompôs e atacou Sônia com as garras. Golpeou uma, duas, três vezes, sem sucesso. A sacerdotisa esquivou facilmente dos ataques desajeitados da vampira. Quando a menina iria arriscar um quarto ataque, Sônia desferiu um tapa no rosto dela, com a bíblia que trazia na mão esquerda. O tapa deixou a vampira desnorteada, com raiva e confusa.
      - Você foi transformada a menos de uma semana. Que chance acha que tem contra uma caçadora experiente como eu? Nem entende seus poderes ainda.
       - Cala a boca! - berrou ela, com a mão no rosto - Eu vou matar você!
       - Não vai não. Fugata daemones et spiritus nequam.
       A oração penetrava os ouvidos de Melissa e a faziam ficar imobilizada.
       Do outro lado da sala, Vladimir levantava-se rapidamente; rolou para o lado, evitando assim tomar uma chicotada, ficando em pé logo em seguida. O caçador, entretanto não dava trégua; girava a brandia o chicote, forçando-o a recuar cada vez mais. Cada vez que o chicote atingia o chão ou a parede, abria um rasgo incandescente nas pedras e o jeito com que ele manejava  arma, era como se criasse em torno de si uma área impenetrável, afinal, Vlad não queria arriscar ser tocado por aquele chicote mais uma vez: tinham um bom motivo para chamar aquilo de mata-vampiro.
        - Uma arma muito interessante! - disse o vampiro.
        - Vai ter o prazer de morrer por ela, como muitos da sua espécie já tiveram.
       - Eu sei caçador.  Todo vampiro já ouviu falar no vampire-killer. Nem todos acreditam que esse arma é real. E todos conhecem a história de Jonathan Belmondo.
         - Não fale do meu irmão!
       Gabriel avançou sobre ele, chicoteando ainda mais rápido. Vladimir desviava como podia, enquanto o chicote destruía furiosamente tudo que tocava. Aproveitando o ataque de fúria do caçador, o vampiro viu uma brecha entre os ataques e aproximou-se muito rapidamente. De guarda baixa, Gabriel foi atingido duas vezes pelas garras sanguinárias de Vlad, que lhe rasgaram o peito e a barriga. O caçador revidou com alguns socos, aproveitando a curta distancia, ignorando a dor que lhe rasgava: dois socos rápidos no peito e um direto no rosto.
          O vampiro recuou, com a mão onde o soco tivera acertado. Ele reconhecia que o garoto era bom, e apesar de ser humano, seu soco era forte como uma martelada. Mas não seria o bastante para derruba-lo, e sem aquele chicote, ele não era nada. Para zombar dele, Vladimir lambeu o sangue em seus dedos.
            O jovem caçador sentia muita dor em suas feridas, mas essa dor não era maior que sua raiva. Mais uma vez, brandiu sua arma como vinha fazendo. O vampiro sorriu, ao ver tudo se repetindo, dessa vez, arrancaria sua cabeça fora! O rapaz atacou pela esquerda, girou o chicote pelo lado oposto e aplicou um golpe na vertical, exatamente como antes.
          - Morra caçad...
          Gabriel cometeu os mesmo erros, abriu a guarda entre seus ataques. Vladimir soube aproveitar da primeira vez,e da segunda vez também... Ele só não contava com a estaca de madeira, na outra mão do caçador.
          - O... que...?
        Uma estaca de madeira lhe perfurava o coração. Num segundo ele se sentia vitorioso e no outro...
         - Se tava achando que eu saio mesmo para matar vampiros tendo apenas meu chicote como recurso... está errado. Como tantos outros antes de você estavam.
          - Isso não pode... me parar! - para a surpresa de Gabriel, Vlad arrancou o estaca de seu peito e a atirou no chão. - Observe meu verdadeiro poder!
          Uma aura vermelha demoníaca cobriu o vampiro; suas feições belas deram lugar a um rosto demoníaco, levemente avermelhado. À suas costas, um par de asas de morcego.
           - Resolveu mostrar sua cara feia?
           - Silêncio! - gritou.
         Com ódio, Vladimir deu um soco no chão; espinhos sangrentos saltaram para fora do piso de pedra. O caçador tentou esquivar-se, dando cambalhotas paras trás, mas os espinhos que salvaram eram bem mais do que eles esperava e acabou sendo atingido nas pernas e no braço direito. Caiu sentado, mais ferido do que esperava estar.
       - Lutou com bravura, Gabriel Belmondo. Laura me disse para tomar cuidado, mas sinceramente, você não é tudo que ela disse.
        - Laura!? onde ela está? - perguntou ele, tentando ficar de pé.
       - Ela queria te ver... até me alertou sobre você, mas não precisa mais se preocupar. Você não passa de hoje.
         Vladimir aproximou-se dele para dar-lhe o golpe final, mas Sônia, se meteu na frente, com sua cruz em punho e apontada para ele.

       - Não tão rápido, demônio!
        Vlad ri.
        - Não sou um filhote como a Melissa. Sua reza não vai me impedir. Seus truques não funcionam!
       Sônia sentiu raiva, mas, atrás dela, Gabriel sorria.
         - CRUX DIVINA!  
       Segurou a cruz com as duas mãos e gritou o mais alto que podia. Uma explosão de luz branca cobriu toda a sala, acompanhada por um grito de pura dor do vampiro. Quando o clarão se dissipou, Vladimir estava estatelado na parede no fundo da sala. Sua pele e roupas continham marcas de queimaduras e sua face trazia uma expressão de pânico. Na parede atrás dele havia uma marca queimada em forma de cruz, maior que o próprio vampiro.
       - Não... isso não pode ser real...
        Gabriel já estava de pé, com o chicote na mão. Sorriso maligno.
       - Ah sim, é bem real - disse ele - Sônia também é uma caçadora.
        Vlad vazava sangue por todos os poros do seu corpo.
       - Foda-se Belmondo. E foda-se você também, Sônia!
       Sorrindo, o caçador, acertou duas chicotadas no peito do demônio, cravando-lhe um X no peito.
       - Você não pertence a este mundo!
       Uma luz sai do corte em X. Vladimir grita de dor, enquanto seu corpo converte-se em pó aos poucos.
       Os caçadores trocam olhares: Gabe estava cansado e machucado, e Sônia ainda estava irritada. Mas ainda não podia descansar. Encolhida num canto da sala, estava Melissa O´hara, chorando.
       - Mestre! Mestre! você me prometeu o mundo!
       - Droga... a criança!
      A visão de uma menina de 13 anos, numa situação daquela, irritava e magoava muito o jovem caçador. Ele não estava conseguindo lidar com aquilo.
       - Eu cuido disso. Descanse um pouco.
       Ele puxou uma cadeira que ainda não tinha sido destruída e sentou-se nela. Sônia acalmou-se, apertou a cruz contra o peito e foi até a pequena vampira.

       - O que acontece agora? - perguntou Melissa, chorando sangue. - O que acontece?
       - O senhor todo poderoso vai te perdoar e te receber de braços abertos em seu reino. Eu prometo
       Ajoelhou-se em frente à menina e orou:
        - In Dei nomine, mundare te.
        Uma luz dourada cobriu o corpo da vampira e em segundos, ela era apenas um montinho de cinzas.
          Ele ficou de pé; estava na hora de irem embora. Teriam que voltar de mãos vazias para a senhorita O´hara, e dizer a ela que sua irmãzinha querida tinha sido transformada em uma carniçal e teve que ser purificada.
       - Ela não vai querer pagar todo o prometido... - resmungou ele.
       - E desde quando estamos nessa pelo dinheiro? Heróis passam fome, você sabe bem.
       - É... não esquece a vampirinha algemada no corredor. Purifica ela também...

***
        -  Laura... Laura... Laura meu amor. Ninguém nunca vai nos entender, mas eu te amo. Eu sei que você não é como eles, não é como os outros.
        - Jonathan! meu Jonathan! eu estava morrendo de saudades meu amor!
         O caçador e a vampira correram ao encontro um do outro e se abraçaram. O cerco estava ficando fechado em cima dele, por causa do relacionamento e por isso, as vezes ficam muitas noites sem poder se ver.
       - Não vai demorar muito agora, amor - disse ele. - Em breve, não haverão mais fronteiras que nos segurem!
        Era tarde da noite, mas o pequeno Gabe não conseguia dormir. Viu seu irmão saindo de casa e resolveu segui-lo; na certa iria matar mais algum vampiro e ele queria estar perto para ver. Não tinha medo, era muito valente para alguém de apenas 6 anos.
        Seguiu o irmão como pôde, até que entre arvores do bosque o encontrou... com uma mulher.
       A mulher estava com os dentres cravados no pescoço de Jonathan e a mão direita, atravessada no estomago dele. O corpo de Jonathan tremia,perdendo as forças e a vida.
        - JONATHAAAAAAN!

       - Gabriel! acorde Gabriel!
        Sônia sacudia seu parceiro.
        - É só um pesadelo, calma! calma!
      Estavam no acampamento na floresta. Ainda era noite. Uma fogueira afastava um pouco as trevas que os envolvia naquele lugar.
       - Oh, Jonathan....
       Era só um pesadelo. Mais um. Enquanto não encontrasse a vampira chamada Laura, ele nunca descansaria. Já fazia tempo, mas ainda se lembrava bem do rosto dela.
       - Fica calmo, ok? tente dormir, você precisa.
        Sônia o abraçava, tentando lhe transmitir paz. Gabe se deixou abraçar e dormiu nos braços dela.
       Amanha seria um dia cheio e finalmente continuariam seu caminho até a colina Olney.

CONTINUA

by Kennen

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Hunted hunter - capítulo 1: Bloodlines



“Dizem que os heróis não nascem, eles são criados. Homens e mulheres normais que são tirados de suas vidas comuns e forçados a se opor contra inimigos impossíveis de serem derrotados, para se tornarem lendas. Mas como são eles criados? Um herói surge quando o vilão comete o maior erro de sua vida: pensar que ele é invencível. Quando o vilão chega a esse pensamento sobre si mesmo, ele dá inicio à uma reação em cadeia que o guiará para seu fim inevitável.”

          O ancião coçou a barba em silencio; Há quase dois dias, seres das trevas cercavam sua pequena aldeia e tudo que ele podia dizer aos moradores era para terem fé.
              Mas a fé lhes foi tirada, ou melhor, sugada.
          A aldeia sempre fora alvo de sanguessugas, mas nas ultimas horas, a situação piorou: eles que apareciam uma vez por mês para se divertirem com os jovens, agora passaram a atacar a todos, todos os dias. Abusos, torturas e claro, assassinato. Eles se alimentam não apenas de seu sangue, mas de suas almas, quanto mais torturada a alma, mais saborosa. Ninguém pode pará-los e eles sabem disso.
        Rostos angelicais em vestes escuras e elegantes; demônios em pele de adolescentes, correm e gritam em êxtase, saboreando seu doce triunfo, seu poder sobre os mais fracos. Eles sabem que são superiores, e nenhum mortal pode toca-los.
            A lua está cheia.
          Três chupadores de sangue estavam presentes: dois rapazes e uma moça. O lider era um rapaz alto com cabelos loiros e arrepiados. O outro era mais baixo, com cabelos negros, longos e lisos. A garota vestia-se como uma goth-lolita, com cabelos loiros e cacheados, baton e esmalte preto.
       Aos seus pés, algumas crianças, amarradas umas as outras. Seus corpos estavam sujos de sangue. Os demais aldeões apenas assistiam; os que tentaram revidar foram rapidamente mortos pela enorme força dos jovens demônios; o pai de uma das crianças, num ataque de raiva, atacou-os com um machado... O pobre homem agora é uma poça de sangue, com o próprio machado enterrado na cabeça.
- Sangue jovem, a melhor safra! – diz o lider, aproximando-se das crianças amarradas.
           Ele se aproxima mais de uma criança: uma menina de mais ou menos 4 anos, toda sujinha.
- Vou morder sua bochechinha, vou morder seu narizinho...
         Enquanto falava, ele tocava com a ponta do dedo a bochecha e o nariz da garotinha, respectivamente.
- Você é comportadinha não é? - continuou ele – Tá vendo seu papai ali? Ele não foi comportadinho... ele disse coisas feias e por isso eu matei ele. Mas você não. Você é um anjinho!
      Nesse momento, uma figura coberta dos pés à cabeça por um capuz, levantou-se do meio dos aldeões: tinha quase a mesma altura dos jovens demônios. Ele aproximou-se do circulo de sacrifícios, quando só então é percebido.
- Quem é esse? – perguntou a garota sanguessuga. – Sua hora já vai chegar, não precisa ter pressa!
         Ela aproximou-se do encapuzado para lhe empurrar, mas, sentiu-se vacilante ao se aproximar dele, como se algum tipo de força invisível a deixasse insegura. Ela reparou também, que aquele à sua frente, pronunciava repetidamente, palavras em uma língua estranha.
- Fugata daemones et spiritus nequam.

Soava como uma prece, calma e suave em uma macia voz feminina.
          Os colegas da criatura das trevas notaram seu temor e estranharam:
- Qual o problema Ash?
- Essa pessoa... – a vampira apenas apontava para o encapuzado a sua frente, sem conseguir concluir a frase.
          Erguendo o capuz, a figura revela-se como uma jovem de no máximo 24 anos; cabelos negros e curtos, olhos azuis e pele alva. Um lindo crucifixo prateado estava em seu pescoço.
- Eu sei quem é você. - disse a moça do capuz – Você é Ashlotte, filha do Conde Ainslead. Fugiu de casa com um vampiro que conheceu em um baile
          A vampira arregalou os olhos e rangeu os dentes. Estava com raiva daquela à sua frente, queria muito rasgá-la e fazer seu sangue jorrar.
- Vocês não são bem vindos aqui vampiros – continuou a moça do capuz- por favor, retirem-se.
- Você acha que sua voz gentil e suas preces podem nos afastar pra sempre? Perguntou o líder. Já matei muitos como você.
- Não... Minhas preces não podem impedi-los... Infelizmente – disse ela tristemente.
         Um chicote, como uma corda, laçou o pescoço de Ashlotte. Ela sentia apertar e queimar.
- Mas posso desviar a atenção de vocês. – sorriu.
- Acabou a palhaçada, vampirada dos diabos. Minha voz não é suave e eu não peço por favor.
        Na outra extremidade do chicote estava um rapaz jovem, vestido em couro escuro. Seus cabelos eram ondulados e compridos; trazia no rosto um sorriso maldoso.
        Ash gritava. Aquela coisa enrolada no seu pescoço queimava como se fosse feita de fogo.
- Quem é você? – gritou ela – me solta agora!
- Sou o cara que seu pai contratou pra trazer de volta, sã e salva para casa. Me pagou 200 moedas de ouro na hora e mais 800 se te levasse pra casa. Mas sabe? Duzentas moedas já me deixam contente.
        Com força, o rapaz puxou o chicote para si, trazendo junto, a cabeça decepada da goth-lolita. O lindo corpo dela cai no chão e logo vira cinzas.
           Os outros dois urram de ódio, ao ver Ash ser decaptada dessa forma.
- Vou abri-los no meio e vou me banhar com o sangue dos dois! – rosnou o outro sanguessuga.
Ele saltou sobre o caçador, atacando-o com unhas e dentes.
        O jovem caçador, assumiu uma posição defensiva, bloqueando o ataque do vampiro, ao mesmo tempo que cravava fundo uma estaca de madeira sem eu coração, aproveitando do impulso e da força do ataque do seu agressor. O rapaz de lindos cabelos negros como a noite, sentiu seu coração morto ser cruelmente perfurado pela estaca. A dor tomava sua mente, enquanto seu corpo se desfazia em pó.
        O líder estava igualmente irritado e sabia que se os dois atacassem juntos, poderiam rasgar o maldito em segundos. Estava prestes a atacar, quando sentiu uma pontada nas costas, como uma estaca.
         A sacerdotisa havia-lhe cravado uma estaca de metal em forma de crucifixo no em seu ombro. Na verdade era uma cruz de prata, com uma adaga retrátil escondida no cabo.
- Não ignore a mim, e não ignore o poder de Deus, vampiro. Fugata daemones et spiritus nequam.
       A estaca funcionou como um catalisador; absorvendo a oração da moça e infectando o interior do corpo do grande líder com energias divinas.
         Ela permanece parada, de olhos fechados com as mãos juntas, impedindo o demônio sugador de sangue de se mexer. Em sua paz e calma, ela ouviu estalos de chicote, seguidos por um grito agudo e doloroso. Sorriu de canto.
- Seus amigos estão mortos – disse o caçador, enrolando o chicote na mão. _ chegou sua vez.
- Espere Gabriel.
Ela faz um sinal com a mão para que ele pare.
- Hun? Esperar o que?
- Não tinha algo para perguntar para ele?
- Oh... é mesmo.
          Aproximou-se do vampiro paralisado e o olhou nos olhos.
- Me diga onde estão seus amigos.
- Não vou dizer nada, ta perdendo seu tempo.
          Gabriel riu. Ele adorava quando eles não eram colaborativos.
          Retirou do bolso do casaco um vidro pequeno com água dentro. Abriu a rolha e despejou um pouco do conteúdo sobre o olho do sanguessuga. A água corrou seu oolhoo e rosto como se fosse ácido puro.
- Desgraçado isso queima! Dói muito!
- Água benta. Cortesia da minha amiga Sônia, aqui. Agora diga-me, onde estão seus amigos?
          Entre gemidos e gritos, o vampiro apenas xingou e ameaçou o caçador.
- Olha cara minha amiga sempre pode abençoar mais água. Não tinha um lago aqui perto da aldeia?
- Espera! Ta legal eu falo. Porra não sabe como dói essa merda! - gritou, chorando de dor.
- Eu entendo de dor, agora fala eu prometo que te deixo ir.
- No subsolo de um velho moinho de vento, no alto da colina de Olney. Mas prepare-se para ser esfolado vivo se for lá!
- Eu to pronto pra ser esfolado vivo todos os dias.
Gabriel faz um sinal com a cabeça para a sacerdotisa e ela consente.
- In Dei nomine, mundare te.
Com o fim da oração, houve um brilho forte do crucifixo, e uma nova pilha de cinzas caía ao chão.
       Os aldeões apenas olhavam, sem saber o que dizer. A menos de 5 minutos atrás, estavam certos que suas vidas estavam acabadas e agora... estavam salvos. O caçador Gabriel tomou nos braços a garotinha encardida e a levou até sua mãe.
- Ninguém mais vai morder essa bochechinha fofa.
        O velho ancião aproxima-se com um sorriso.
- Jovens, em nome de todos, eu lhes agradeço. Sinto muito não ter como retribuir.
- Arruma um lugar pra passarmos a noite aqui e ta tudo bem, velhote. Esse é só nosso trabalho.
        Sônia pronuncia-se:
- Eu gostaria de orar por todas as vidas que se foram hoje. Isso inclui os vampiros, quero muito que Deus os perdoe.
- Será um prazer recebê-los em nosso lar.

       Sônia retirou-se para uma noite em claro de oração. Alguns aldeões juntam-se a ela, para orar por seus entes queridos.
Gabriel concentrou-se em seu mapa; traçando uma rota de viagem para a colina Olney. 

- Esfolado vivo hun? Isso vai ser interessante...

continua 

by kennen